Descrição
O cinema da Cuba revolucionária: entre inovações e bloqueios
(duas aulas, no mês de agosto)
Professor: Diogo Rossi Ambiel Facini
Curso organizado em 2 aulas, a ser oferecido no mês de agosto, período em que
se comemoram os cem anos do nascimento de Fidel Castro.
Neste curso, veremos como a Revolução Cubana, de 1959, exerceu um impacto
profundo e fundamental na produção cinematográfica do país, com o incentivo
institucional e com a geração de um ambiente propício para a criação e a realização de
uma arte inovadora, ao mesmo tempo produto e produtora de uma nova sociedade.
– Aula 1 – A ICAIC e a criação de um novo cinema cubano (1959-1991)
Já nos primeiros dias da Revolução de 1959, foi criado o Instituto Cubano de Arte e
Indústria Cinematográfica (ICAIC). Esse instituto incentivou tanto a produção e a
distribuição dos filmes quanto a formação de novos cineastas, em uma visão original e
crítica do papel do cinema. O período dos anos 1960 e 1970 representou uma fase de
grande impulsionamento do cinema cubano e do surgimento de grandes diretores,
como Humberto Solás e Tomás Gutiérrez Alea.
– Aula 2 – Entre crises e resistências (1991-presente)
Entre os anos 1980 e 1990, o cinema cubano sofreu com a crise da União Soviética,
crise essa que levou à dissolução do país e ao fim da Guerra Fria. Cuba entrou em seu
“período especial” e sofreu com a falta de recursos e materiais, o que impactou a
indústria cinematográfica. Mesmo assim, grandes filmes são produzidos, como
Morango e Chocolate (1993), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, Madagascar
(1994), de Fernando Pérez, e Guantanamera, de Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos
Tabio. O cinema cubano segue resistindo nesse contexto adverso, procurando lidar
com os desafios e enfrentar as dificuldades da vida de um país há décadas bloqueado.





